O fim da licença maternidade e o começo da vida real!

Publicado em 27/03/2018


 

Quando a licença maternidade se aproxima do fim, começa um dos maiores dilemas do primeiro ano da maternidade. Afinal, “quem vai saber cuidar do meu filho melhor do que eu?”, pensa a maioria das mães. Para uma questão tão profunda quanto esta, não existe resposta certa. 

O fato é que passados seis meses do nascimento de um bebê, as mães que trabalham precisam retomar a rotina profissional e decidir com quem deixar a criança: creche, vovó ou babá? É claro que se o pai for presente e participativo é o primeiro a entrar na rede de apoio que está para se formar.

Se nos permite um palpite, opte pela alternativa que, em primeiro lugar, vai deixar você mais tranquila. Provavelmente, essa será a melhor também para o bebê. Na vida, a gente aprende que prós e contras andam sempre juntos. E as mães, que só aceitam a perfeição para oferecer aos filhos, acabam mesmo é se frustrando. 

Nessa hora, tente focar no que é positivo de cada decisão e abrace a causa. Por exemplo: as creches (bem estabelecidas) têm experiência profissional e oferecem estrutura para receber qualquer bebê, estimulando e despertando autonomia, desde cedo. 

As babás possibilitam que o seu filho continue no conforto do lar, mais protegido das gripes e viroses que os bebês acabam trocando quando dividem o mesmo ambiente por longos períodos. Quando competentes e atenciosas, as babás são capazes de criar um afeto mútuo bem importante para esta fase. 

As avós também aprofundam um vínculo de amor tão grande que pode até mimar demais a criança. Ao mesmo tempo, se há disponibilidade, saúde e energia para cuidar do netinho, essa opção pode ser a mais acessível financeiramente e a mais confiável. Mas, cada caso é um caso e só você conhece a fundo suas opções e o verdadeiro custo delas.

Lembre-se de que diversificar referências para o seu filho pode ser muito interessante. Não ter apenas o seu modelo de comportamento (ou mesmo apenas o do pai) estimulará a criança a fazer comparações, observar e formar sua personalidade. Não há mal nenhum em pedir a ajuda de parentes e amigos. Sabe aquela sensação de pertencimento que as antigas vilas proporcionavam aos moradores?

Então, porque não tentar criar a sua própria rede de apoio que transmita o mesmo acolhimento? Acredite: desafios como esse serão uma constante na criação dos filhos e isso pode ser muito bom para o bebê e também para você reinventar o seu próprio jeito de viver.