Parceria com a Natura impacta positivamente mais de 4 mil famílias na Amazônia

No dia da Floresta, celebramos o trabalho com comunidades na região amazônica que beneficia uma rede de 17 mil pessoas e valoriza uma economia da floresta em pé

Publicado por: Redação Natura- 20/03/2018


 

Há dezoito anos, com o lançamento da linha Ekos, incorporamos ativos da biodiversidade brasileira na fabricação de produtos, unindo ciência e conhecimento tradicional de comunidades agroextrativistas, em um novo modelo de negócios que valoriza a floresta em pé e influencia diretamente o desenvolvimento socioeconômico da população local.

Ao contrário de manter relações comerciais somente com grandes empresas fornecedoras, mantemos contato direto com comunidades, como a Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre. Usado há muitas gerações pelas mulheres da reserva, o óleo do patauá é um poderoso bioativo que combina a ciência da natureza com a tecnologia cosmética gerando crescimento e força da raiz às pontas do cabelo. Assim, acessando este conhecimento tradicional e seguindo a nova lei da Biodiversidade Brasileira, efetuamos a repartição de benefícios com a reserva. Este recurso será destinado para a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento sustentável local, beneficiando mais de 1.900 famílias, impactando quase 17 mil pessoas da região. O resultado representa um aumento de 100%  no número de famílias de relacionamento na Amazônia, que cresceu de 2.119 em 2016 para 4.294 em 2017.

Ao reconhecer a importância desse ecossistema para o país e o mundo, elegemos a região amazônica como um dos territórios prioritários de sua expansão. Dentro de um modelo sustentável, sem colocar em risco a maior floresta tropical do mundo, é feita a obtenção de insumos para o portfólio de produtos e criada uma série de parcerias junto às comunidades agroextrativistas.

Atualmente, existem projetos para melhorar a realidade socioeconômica de 34 comunidades por meio de cursos de capacitação para formar lideranças, apoios para o fortalecimento de associações ou cooperativas, treinamentos técnicos de produção agrícola ou extrativismo e agregação de valor local através da transformação dos ativos pelas comunidades.  Um exemplo disso é a transformação de semente de Murumuru em manteiga. Tais iniciativas fazem parte do Programa Amazônia Natura, que já movimentou mais de R$ 1 bilhão contribuindo para o desenvolvimento sustentável da região.

Como funciona a repartição de benefícios

Como forma de reconhecer o papel fundamental exercido pelas comunidades locais, a Convenção de Diversidade Biológica (CDB), maior acordo internacional de biodiversidade, adotado em 1992 e ratificado por mais de 190 países, determina que, além da conservação da biodiversidade e seu uso sustentável, também seja feita a repartição justa e equitativa dos benefícios adquiridos pela utilização dos recursos genéticos e conhecimento tradicional associado às espécies. Isso quer dizer que toda empresa, instituição ou país que fizer uso comercial do patrimônio genético ou dos conhecimentos tradicionais de um povo deveria devolver parte dos benefícios econômicos adquiridos para as comunidades ou biomas de onde os recursos foram extraídos.

Fomos pioneiros na realização de repartição de benefícios no Brasil. Estabelecemos os contratos de repartição de benefícios com organizações formais, como cooperativas ou associações formais. A repartição de benefícios é, preferencialmente, não monetária e, normalmente, feita por meio do financiamento de projetos e iniciativas com fins de conservação da biodiversidade local e que contribuam para o desenvolvimento socioeconômico da comunidade.

“As riquezas naturais da floresta, sua diversidade biológica e o patrimônio cultural da humanidade são bens de imenso valor. A utilização deve sempre incluir esforços no sentido de valorizá-las e conservá-las às gerações futuras. E por isso acreditamos que as comunidades agroextrativistas devem ser beneficiadas de forma justa e equitativa para promoção do desenvolvimento sustentável e conservação da região amazônica”, finaliza Mauro Costa, gerente de suprimentos da Natura responsável pelo desenvolvimento de cadeias produtivas sustentáveis junto às comunidades tradicionais.