Amor multiplicado

Não importa se a mãe tem gêmeos: a ligação que criará com cada um será sempre única

A construção do vínculo com um filho é algo mágico, especial e, principalmente, um processo único. Mesmo no caso de gêmeos, o vínculo se dá individualmente. “Algumas mães de múltiplos relatam que já se relacionavam com os filhos de forma diferente desde a gravidez. Percebiam quando um bebê era mais inquieto ou os movimentos diferentes que eles faziam e, assim, já iniciavam uma relação diferenciada com cada um”, afirma a psicoterapeuta Sâmara Jorge, de São Paulo.

Muitas famílias têm o costume de tratar os gêmeos como um bloco, como uma unidade, mas não podemos esquecer que cada criança é única. “Cada filho tem características, ritmos e necessidades próprias. Pode ser que precisem de cuidados diferentes e que despertem na mãe sentimentos diferentes a cada momento ou fase da vida. E isso é natural, não se trata de quantificar o amor”, ressalta Sâmara.

Com a rotina atribulada de cuidados de dois (ou mais) bebês, muitas mulheres se perguntam também sobre como dar conta do fortalecimento do vínculo com cada um deles. Mas todo momento com o filho pode ser aproveitado para isso, como a hora de dar banho, dar de mamar, trocar as fraldas, brincar… E, quando bater o cansaço e o estresse, nada de culpa ou medo de que essas emoções virem uma ameaça ao estabelecimento da ligação entre você e seus bebês. Essas sensações são normais e, no caso de múltiplos, costumam brotar com mais frequência, pois o desgaste físico é mesmo maior. “O importante é que cada mãe permita que o sentimento por seus filhos desabroche e que a relação amorosa seja construída com cada um de forma singular, espontânea e acolhedora. Sem comparações, cobranças e culpas”, finaliza Sâmara.

Conteúdo desenvolvido pela área de Projetos Especiais, da Editora Abril, sob encomenda para a Natura Mamãe e Bebê.
21/11/2013