De volta à ativa Na volta da licença-maternidade, mantenha a calma e confie em quem vai cuidar do seu filho

Faltam alguns dias para o fim da licença-maternidade e, com o coração apertado, a mãe se pergunta: será que vou conseguir? Calma! “Em primeiro lugar, seja lá quem for cuidar do bebê, ela precisa estar confiante em sua escolha”, explica a psicóloga Daniela da Rocha Paes Peres, psicanalista e terapeuta de casal e família. Do contrário, a mãe estará sempre dividida, acredita a especialista. Ou seja, quando estiver no trabalho, só vai pensar no filho que está em casa e vice-versa. Afinal, não adianta sair mais cedo e ao mesmo tempo morrer de culpa por não cumprir os compromissos profissionais. Veja algumas atitudes que vão aumentar a sua confiança nesse processo.

Tchau, filho!

Nada de sair para trabalhar sem se despedir do bebê. Seja breve e tente disfarçar a tristeza. Do contrário, a lição que fica é a que o trabalho é um fardo e não algo que pode, sim, trazer prazer e benefícios. Por último: diga que vai, mas volta. Tudo isso é um exercício diário importante para a criança não sentir que está sendo abandonada.

Em paz com a babá

Você vai ficar com ciúme dela, da professora, da avó ou de qualquer pessoa que for cuidar do seu filho. Mas, para essa relação dar certo, tem de haver uma cooperação mútua. Ou seja, ela não é sua rival. Tente não implicar exageradamente: será mesmo que o macacão que não combina com o sapatinho é motivo para dar bronca?

Mulher, profissional e mãe

Ao voltar da licença-maternidade, assuma o seu novo papel também na empresa, sem receio. Algumas mães acham que falar demais do filho ou, eventualmente, sair no meio do expediente para leva-lo ao médico, por exemplo, pode prejudicá-las profissionalmente. “O problema é que se fazer de durona ou fingir que nada mudou só vai trazer angústia e isso, sim, atrapalha o desempenho”, alerta a psicóloga. Saiba que a maternidade torna a mulher mais sensível e flexível, qualidades muito valorizadas no mundo profissional.

O valor do trabalho

Lembre-se de que, ao sair para trabalhar todas as manhãs, você está dando um bom exemplo ao seu filho, algo de que ele vai se orgulhar lá na frente. E gostar do que faz não é motivo para sentir culpa ou se convencer de que é uma mãe ruim. Ninguém disse que seria fácil – aliás, trocar figurinhas com outras mães ajuda muito nessa hora. Ao perceber, com o tempo, que o seu filho está feliz, você vai ter a certeza de que está no caminho certo.

Conteúdo desenvolvido pela área de Projetos Especiais, da Editora Globo, sob encomenda para a Natura Mamãe e Bebê. 
19/11/2013