Arthur Nogueira retoma o trilho autoral em seu quarto álbum, ‘Rei Ninguém’

Novo repertório do paraense apresenta sonoridade mais orgânica e forte veia poética.

O paraense Arthur Nogueira acaba de lançar via Natura Musical e Joia Moderna o álbum Rei Ninguém. A obra chega a público para repetir o sucesso do primeiro single de sua nova fase, com participação da conterrânea Fafá de Belém. “Consegui” resulta da parceria entre Arthur e o carioca Antônio Cícero, e se dedica ao poeta Waly Salomão. Cícero, também poeta, compôs ao lado de Arthur a canção “A Hora Certa”. A relação entre eles é das melhores: além de parceiros constantes, Cícero foi motivo de homenagem no álbum anterior do músico, que agora retoma o trilho autoral. Dessa vez, porém, a sonoridade está mais orgânica do que nos álbuns anteriores – Presente (2016) e Sem Medo Nem Esperança (2015), que eram mais eletrônicos.

Poesia e música sempre giraram na mesma órbita no trabalho de Arthur Nogueira, e isto permanece. As canções incorporam versos de outros poetas, como Eucanaã Ferraz e Rose Ausländer, judaico de língua alemã, e citações a Ferreira Gullar e Waly Salomão. Destaque do repertório é a faixa de abertura, “Vou Ficar Tão Só Se Você Se For”, uma versão de Arthur e Erick Monteiro para “You’re Gonna Make me Lonesome When You Go”, do mestre Bob Dylan. Rei Ninguém foi produzido pelo próprio Arthur, com arranjos coletivos dos músicos Allen Alencar (guitarra), Filipe Massumi (violoncelo), João Paulo Deogracias (baixo e sintetizadores), Richard Ribeiro (bateria e percussão) e Zé Manoel (piano e teclado).

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