Sofia Freire volta seus olhares ao universo feminino no álbum ‘Romã’

Cantora mostra resultado do trabalho selecionado pelo voto popular do Edital Natura Musical 2016. Obra traz poemas de autoras musicados e sonoridade entre o erudito e o eletrônico

Erudito, eletrônico, experimental e psicodélico. Por mais improvável que esta equação musical possa soar, é exatamente esta a mistura de referências que dá vida ao novo álbum de Sofia Freire. Aos 20 anos, a jovem cantora é uma das principais representantes da nova cena recifense. Romã, a obra em questão, é resultado da seleção pelo voto popular do Edital Natura Musical 2016, categoria que patrocinou a gravação de um disco, e teve o lançamento em parceria com a Joinha Records. O repertório já está disponível nas plataformas digitais e o show de lançamento será dia 21 de dezembro no Teatro Santa Isabel, no Recife.

O sucessor de Garimpo, seu trabalho de estreia, de 2015, tratava da musicalização de alguns poemas do pai da cantora, Wilson Freire, e da irmã, Clarice. Dessa vez, Sofia volta sua apurada sensibilidade para a temática feminina. Nesse contexto, o fruto romã surge como uma metáfora do mergulho da mulher dentro de si em busca de se libertar. “A romã nasce a partir da autofecundação e em muitas culturas ela representa o feminino”, argumenta a cantora. “Quando a mulher renasce a partir dela mesma, ela mostra a muitas outras que isso é possível e outras vêm renascer também.”

As nove faixas de Romã remontam novamente a poemas musicados, porém, agora escritos por autoras que, para Sofia Feire, expressam realidades autobiográficas distintas. São elas Micheliny Verunschk, Clarice Freire, Mariana Teixeira, Piera Schnaider e Luna Vitrolira.

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