Xênia França sublinha a representatividade da mulher negra em seu álbum de estreia.

A vocalista do Aláfia foi buscar nas tradições da música afro-brasileira os elementos que definem a tônica das 13 faixas que compõem o repertório.

Depois de divulgar o single “Pra Que Me Chamas?”, Xênia França, conhecida por sua forte presença como vocalista da banda Aláfia, lança seu primeiro álbum solo. Intitulada XENIA (Natura Musical), a obra vem exaltar a figura da mulher negra e a influência da música diaspórica. “Fiz meu ritual de passagem com ele e me tornei mulher de uma vez por todas”, declara ela sobre o processo de criação do disco. O repertório contou com a produção de Lourenço Rebetez, Pipo Pegoraro, e coprodução da própria Xênia. A sonoridade mescla referências de raiz afro-brasileira com uma cadência pop e ingredientes de música eletrônica, jazz, samba-reggae, rock e R&B.

E a mistura não para por aí. Especialmente a tradição da música baiana reverbera no álbum com a introdução do Batá, tambor sagrado, nas gravações. As sessões se deram em alguns dos melhores estúdios paulistanos: RedBull Station, Carbono, El Rocha e Caso Raro. Ao todo, são 13 faixas, entre elas composições de Tiganá Santana, Theodoro Nagô, Tibless, Verônica Ferriani, Clarice Peluso, Luisa Maita e Chico César, e três autorais: “Perfeita Pra Você”, “Miragem” e a já citada “Pra Que Me Chamas?”, em parceria com Lucas Cirillo.

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