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5 atitudes para adotar no caminho da autoaceitação

Trabalhar a autocompaixão, questionar os padrões de beleza e até procurar ajuda profissional podem auxiliar você nessa jornada

Publicado em 25 jun 2018, 22:06

A ativista australiana Taryn Brumfitt, nome por trás do Body Image Movement (Movimento da Imagem Corporal, em português), questionou cem mulheres sobre a palavra que definiria o corpo delas. O resultado foi revelador e preocupante: ela ouviu uma série de termos pejorativos. 

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Cerca de 90% das entrevistadas declararam não estarem satisfeitas com relação à própria silhueta. O material serviu de base para o documentário Embrace, de 2016, que joga luz sobre uma questão central na vida de muitas mulheres: a insatisfação corporal.

Taryn também já enfrentou esse desagrado. Em busca de determinada silhueta imposta por padrões de beleza, chegou a virar fisiculturista. Mas o corpo sarado a deixou satisfeita. Sua luta só chegou ao fim com o nascimento do terceiro filho, uma menina, a quem ela se sentiu na obrigação de transmitir valores corporais positivos. 

Hoje, ela se diz confortável com o que vê no espelho. E você, o que sente diante do seu reflexo? A tarefa de aprender a se amar verdadeiramente não é simples. Dá para dizer que a autoaceitação é um processo lento e trabalhoso – ele não acontece do dia para a noite. Mas é libertador e nasce do autocuidado, da observação e de uma jornada por um olhar mais generoso consigo mesmo.

Pensando nisso, reunimos algumas atitudes que podem ajudar você nessa jornada libertadora. Vem com a gente:

1. Trabalhe a autocompaixão

Esforce-se ao máximo para ser compreensiva e gentil consigo mesma. Estabelecer um olhar mais amoroso e menos rigoroso sobre si é fundamental para viver melhor. Faça um detox do olhar e passe a observar-se com carinho.

2. Estabeleça um olhar crítico em relação aos padrões de beleza

Diariamente, somos bombardeadas por modelos de beleza muitas vezes inalcançáveis, até porque não faltam imagens digitalmente alteradas. Por isso, tire o tal corpo perfeito do pedestal e entenda que sua silhueta é normal. 

3. Estabeleça pequenas metas

Buscar defeitos corporais diante do espelho é um ritual privado de muitas mulheres. Que tal, então, definir alguns objetivos no sentido oposto? Elogie-se, olhe para os pontos que você ama em você e que a tornam única! Que tal também buscar atividades que tiram o foco dessa autocrítica e a ajudam a sentir-se realizadora e realizada? Elas podem contribuir também para você se sentir mais segura à medida que forem cumpridos, o que ajuda a criar um ciclo virtuoso. 

4. Não se compare

Cada um é admirável na sua individualidade. Valorize suas qualidades; foque você. Na sua história, nas suas marcas e marcos. Abrace-se com compaixão e amor, afinal, foi você que a trouxe até aqui e que ainda tem tanto a conquistar e experimentar. A sua beleza começa no seu olhar.  

5. Procure ajuda profissional

Reavaliar o que faz você se sentir inadequada não é simples nem deve ser um processo solitário. Diante dessa complexidade, busque um especialista que possa apontar caminhos contrários ao da insegurança e mostrar que existe, sim, um lugar mais confortável e acolhedor e que você pode acessá-lo com as ferramentas certas.

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