Conheça 14 coletivos culturais para ficar 
de olho em 2019

Projetos patrocinados por Natura Musical reúnem música, público e atitude em diferentes Estados

Publicado em 13 fev 2019, 18:02

Com os coletivos culturais, funciona assim: um propósito em comum mobiliza toda uma cena e faz com a música alcance mais pessoas. O resultado pode ser bloco de Carnaval ou uma festa com muita diversidade de som e gente, uma programação cultural ou ações de formação e profissionalização para o mercado da música. Esses são só alguns exemplos do que os 14 coletivos selecionados no último edital do Natura Musical prometem fazer em 2019.

Leia também:


Natura Musical anuncia os artistas bandas e coletivos patrocinados em 2019

Rock in Rio e Natura juntos por um mundo melhor na edição 2019 do festival

Em 2018, o programa abriu pela primeira vez espaço para a categoria dos coletivos culturais. “Esses grupos carregam um potencial de movimentar o mercado da música e contribuir para o desenvolvimento da cena ao redor deles”, afirma Fernanda Paiva, gerente de Marketing Institucional da Natura. 



A produtora Carol Carvalho se juntou a outras mulheres no Rock de Mulher Circuito, um dos projetos patrocinados por Natura Musical. O coletivo começou promovendo eventos musicais com predominância feminina em Natal (RN) e, com o apoio do programa, fará também oficinas de formação musical e debates. “Sabemos o quanto é difícil para mulheres, em primeiro lugar, fazer a escolha por profissões de dominância masculina, permanecer nesses cargos é uma batalha em qualquer fase da vida. A mudança que queremos promover é para que as mulheres se valorizem, se apoiem, empreendam e levem a vivência do projeto além”, acrescenta.

No mesmo caminho, o Projeto Concha, também selecionado pelo edital, vai capacitar mulheres para que elas possam atuar em posições de trabalho que até então eram ocupadas majoritariamente por homens. Já o Breve abrigará oficinas para que artistas desenvolvam suas carreiras e contribuam para impulsionar a cena musical independente. 

samba de dandara

“Os coletivos também ampliam a voz de movimentos sociais e culturais de resistência que buscam representatividade”, comenta a gerente de Marketing da Natura. “Um exemplo emblemático disso é a Batekoo. Essa festa celebra a cultura negra e periférica. É uma festa que reúne pessoas que acreditam na coexistência e na diversidade, acima de tudo. É estimulante ver como esses grupos estão agitando a cena musical”, completa Fernanda Paiva.

Saiba quais são os coletivos que valem a pena ficar de olho neste ano: 

Afrocidade (BA) 
Formada por doze integrantes, a banda de Camaçari (BA) saúda os tambores da África, embalada pela força e musicalidade do pagode baiano. Assim, cantam as lutas e resistências do povo negro. Agora, o grupo prepara a gravação do primeiro álbum, com direito a shows de lançamento. 

Batekoo (BA) 
Produzida por jovens negros, a Batekoo é uma mistura de festa black dos Estados Unidos com os bailes funks das favelas brasileiras. Em cinco anos, a festa se tornou um movimento que empodera o público periférico e LGBT. Batekoo promete um grande evento com festas e debates. 

Bloco da Laje (RS) 
Foi nas ruas de Porto Alegre que o Bloco da Laje fez sua história. Atualmente, são conhecidos por fazer o carnaval acontecer não só na rua, mas também no palco. O coletivo se destaca ao promover um encontro inventivo entre teatro e carnaval. Bloco na Laje continuará com o Carnaval e os shows, e ainda gravará documentário. 

Intercenas Musicais (BA) 
Em quatro temporadas, o coletivo já promoveu o encontro entre artistas e público com eventos e miniturnês. Larissa Luz, OQuadro e BaianaSystem já marcaram presença no Intercenas Musicais. Ao longo de 2019, o palco do Commons Studio Bar, em Salvador, receberá uma série de show organizados pelo coletivo. 

Midsummer Madness (RJ) 
O coletivo faz de tudo quando o assunto é música: além de gravadora independente, também é selo musical e produtora audiovisual. Para resgatar essa trajetória musical, Midsummer Madness pretende lançar na web uma coletânea reunindo até 50 artistas de todo o território nacional. 

Mostra IMuNe (MG) 
Em que momentos a música feita por negros ocupa de fato os palcos? A resposta para essa inquietação veio em forma de um projeto que apoia e apresenta o trabalho de artistas negros mineiros. A Mostra chegará em outras quatro cidades, além de Belo Horizonte, com shows e debates sobre representatividade no meio musical.

Mostra Maré de Música (RJ)
O projeto leva atrações musicais gratuitas, com talentos locais e nomes renomados,  aos moradores da Maré, maior conjunto de favelas do Rio de Janeiro. Os encontros serão mensais, de fevereiro a novembro de 2019. A programação cultural está garantida com shows, cinema e debates.  

O Corre (SP)
O Breve começou com um palco para bandas independentes. Com o projeto Corre, o grupo quer alavancar o desenvolvimento dessa nova cena se transformando também em um espaço para formação de músicos. Artistas participarão de palestras sobre gerenciamento de carreira e receberão consultoria de mentores do mercado. 

Projeto Concha (RS) 
O coletivo Agulha tem tecido uma rede de apoio entre mulheres artistas com o projeto Concha. O evento é mensal e já recebeu Luedji Luna e Saskia, por exemplo. Concha vai continuar agitando os shows e se lança em duas frentes: residências artísticas e oficinas técnicas para que mais mulheres ocupem a área de produção musical. 

Ritmos Novos Sons da Bahia (BA) 
Este projeto documentará em cinco episódios o universo da música contemporânea da Bahia. Cada um dos vídeos apresentará diferentes artistas com histórias que se relacionam entre si. A série Ritmos Novos Sons da Bahia vai ser veiculada na TV aberta e na internet. 

Rock de Mulher Circuito (RN) 
A busca pela representatividade foi o que impulsionou Simona Talma a realizar eventos com predominância feminina como o Rock de Mulher, em Natal (RN). O coletivo ampliará sua atuação com oficinas e debates em Natal, Recife e João Pessoa, além de shows liderados por vozes femininas. 

Samba de Dandara (SP) 
Nessa roda, a cadência do samba tem alma feminina. Samba de Dandara celebra o nome de sambistas e intérpretes que abriram os caminhos para que todas pudessem ocupar um lugar de protagonismo na música. O grupo se prepara para gravar um disco, com show de lançamento.

Sonâncias Lab (MG) 
O projeto do coletivo Quente movimenta a cena musical mineira com festivais e promove o encontro entre artistas e profissionais do mercado. Agora, bandas de todo o país poderão participar de uma residência artística. O resultado dessa imersão será materializado com o lançamento de EPs e shows. 

Sons que Vem da Serra (RS)
Em cinco anos, o coletivo do selo Honey Bomb Records já revelou diversos nomes da cena independente e promete continuar sendo uma vitrine da nova música gaúcha. O selo produzirá canções de 10 artistas após um período de residência no estúdio. As faixas serão gravadas para a coletânea “Sons Que Vem da Terra”.
 

Quer saber mais sobre o Natura Musical e ficar por dentro do que acontece na música brasileira?

Acesse nosso site: www.natura.com.br/naturamusical
Facebook: @NaturaMusical
Instagram: @naturamusical
Twitter: @naturamusical
Youtube: @naturamusical