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Direitos humanos: declaração da ONU completa 70 anos

Aniversário acontece no Dia Internacional dos Direitos Humanos; documento é a base fundadora da democracia moderna

Publicado em 7 dez 2018, 19:12

“Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.” O texto é o primeiro artigo da Declaração Universal dos Diretos Humanos, da Organização das Nações Unidas (ONU). O documento completa 70 anos em 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos.

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E por que ela continua sendo importante hoje em dia? A declaração é a base fundadora da democracia moderna e garante os direitos de todas as pessoas, “sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição”.

Viver livre de insegurança, não passar necessidade, ter liberdade de expressão, acesso à saúde e à educação e desfrutar dos benefícios do avanço da justiça econômica e social são alguns dos direitos expressos nos 30 artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Pacto Global: responsabilidade empresarial

Assinada, no primeiro momento, por 58 nações, a declaração demandou, ao longo dos anos, desdobramentos que envolvessem setores específicos da sociedade, como o empresariado. Nesse sentido, surgiu o Pacto Global, no ano 2000, como um conjunto de esforços pragmáticos para não só não violar os direitos humanos no âmbito do trabalho como também promovê-los. Somos membros desse pacto desde seu início.

Entre os dez princípios do Pacto Global estão: eliminar todas as formas de trabalho forçado ou compulsório, erradicar o trabalho infantil de toda a cadeia produtiva, estimular práticas que eliminem qualquer tipo de discriminação no ambiente de trabalho, desenvolver iniciativas para promover maior responsabilidade ambiental etc.

Desenvolvimento humano

Para nós, incentivar o desenvolvimento humano é uma das formas de promover esses direitos fundamentais. Foi por isso que criamos o IDH-CN. Inspirado na metodologia do Índice de Desenvolvimento Humano da ONU, o indicador surgiu, em 2014, como uma forma de detectar o que poderíamos fazer em prol da qualidade de vida das Consultoras de Beleza Natura.

Foi a partir dele que constatamos que as Consultoras sofriam com a falta de acesso à saúde e à educação, e por isso criamos os Benefícios Saúde e Educação. O primeiro proporciona desconto em consultas médicas e exames. Já o segundo oferece bolsas de estudo em cursos superiores, técnicos e de idiomas. Ambos beneficiam nossas colaboradoras e também seus familiares.

Nosso papel na Amazônia

Uma das expressões do nosso compromisso com o Pacto Global é o trabalho que desenvolvemos com as comunidades amazônicas que fornecem as matérias-primas de muitos de nossos produtos desde 1999.

Na região, um dos problemas que enfrentamos firmemente são os chamados atravessadores – intermediários que, muitas vezes, abusam das comunidades locais e ameaçam os recursos hídricos e a biodiversidade com o intuito de conseguir ativos pelo menor preço possível.

Ao valorizar o conhecimento tradicional dos povos da região, aliado a práticas sustentáveis de negócio, estabelecemos parcerias com mais de 5.300 famílias e ajudamos a livrar espécies vegetais – como a árvore de ucuuba, ativo base de uma linha de produtos da marca Ekos – da extinção.

Diversidade

Nossa dedicação aos direitos humanos também se materializa em ações para além da Floresta Amazônica. Promover a equidade de gênero e a inclusão de pessoas com deficiência estão entre os compromissos que estabelecemos na Visão 2050, documento que reúne nossas metas de sustentabilidade a serem alcançadas até 2020 e até 2050.

Em 2017, alcançamos a taxa de 57% de mulheres em cargos de gerência e de 32% em funções de liderança, como diretoras e vice-presidentes. Até 2020, o objetivo é ter 50% das posições de liderança ocupadas por mulheres.

Na inclusão de pessoas com deficiência, queremos ir além da Lei de Cotas, que obriga empresas com mais de cem funcionários a reservar de 2% a 5% das vagas de seu quadro de efetivos para deficientes. Planejamos chegar à marca de 8% de colaboradores com algum tipo de deficiência até 2020. Essa meta se refere a toda a empresa, mas temos áreas em que essa ela já foi superada. Um exemplo é nosso centro de distribuição em São Paulo, com 16%.

Responsabilidade ambiental

Por fim, defender os direitos humanos também está intimamente relacionado à conservação ambiental. Uma de nossas ações com esse propósito é o que chamamos de Reduções das Emissões por Desmatamento e Degradação Ambiental (REDD+-).

Trata-se de estimular a conservação de florestas oferecendo incentivos financeiros para as populações locais. A iniciativa foi implantada na Terra Indígena Sete de Setembro, pertencente aos índios Paiter Suruí – a área se estende por 2.480 km2 entre Rondônia e Mato Grosso. A REDD+- nos tornou a primeira empresa brasileira a comprar créditos de carbono de um projeto indígena.

Ao todo, foram adquiridos 120 mil créditos – o que possibilitou a conservação de 732 hectares (o mesmo que 732 campos de futebol).