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Mulheres da Amazônia: como priprioca e patauá viraram empoderamento

Associações dirigidas por mulheres transformam os ativos vegetais da Floresta Amazônica em autonomia financeira

Publicado em 28 mai 2018, 18:05

Mais do que entidades organizadoras e facilitadoras da produção de ativos agrícolas, o Movimento de Mulheres das Ilhas de Belém (MMIB), em Cotijuba, e a Associação das Mulheres Agroextrativistas da Comunidade de Ajó (AMA), em Cametá, ambas no Pará, transformaram-se em instrumentos de empoderamento feminino.

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Dirigido apenas por mulheres, o MMIB foi criado em 1998 e, dois anos depois, já havia conquistado sede própria. A associação reúne produtores de priprioca, ucuuba e tarumã, entre outras espécies da Floresta Amazônica, ativos fornecidos para nós, da Natura, e também para outras empresas. São 60 mulheres e 20 homens, que não podem ser eleitos para a direção do Movimento nem votar.

"Na nossa região, associações costumam ser cabides eleitorais, mas conseguimos formar uma que funciona direito", afirma Adriana Lima, uma das líderes do Movimento.

Ousadia reconhecida com prêmio

Outra associação conduzida por mulheres, a AMA (produtora de polpas de frutas como manga) – também nossa parceira – contou com a ousadia feminina em seu início.

Elizeth, AMA - Natura

Mesmo sem freezers, as associadas decidiram que fariam as polpas congeladas. "Pegamos um emprestado e compramos o outro, parcelado. Não tínhamos seladora [para fechar as embalagens de plástico] e colávamos à mão. Imagina fazer isso com uma tonelada de polpas?", conta Elizeth Souza, uma de suas integrantes.

Em 2015, o esforço das mulheres da AMA foi reconhecido com o Prêmio Consulado da Mulher de Empreendedorismo Feminino.

O mundo é mais bonito com união de forças

Adriana MMIB Natura

A parceria do MMIB conosco – iniciada em 2002 – resultou em importantes conquistas para Cotijuba, possíveis não só por causa da renda gerada com a atividade econômica, mas também por orientações e informações dadas por nós para a comunidade fortalecer sua atuação.

Sem poder contar com o poder público, a associação fez a rede de esgoto das casas dos agricultores, construiu um poço e instalou uma caixa-d'água. Com o nosso, o movimento ainda conseguiu importantes certificações para suas matérias-primas, o que ampliou a visibilidade de sua produção.

"É uma parceria comercial, mas que fez nossa associação se fortalecer bastante e até abriu a possibilidade de trabalharmos para outras empresas",

diz Adriana.

Empoderamento feminino

Segundo Adriana, o movimento deu autonomia financeira às mulheres da ilha. "Quando a integrante da associação fala sobre seu trabalho para uma amiga vira exemplo de empoderamento feminino."

Outro efeito do MMIB foi colocar a discussão de igualdade de gênero na comunidade em oficinas e cursos realizados pela associação em parceria com a Universidade do Estado do Pará (Uepa). "Começamos a receber mulheres buscando orientação para combater a violência doméstica e a violência contra crianças."

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