Núcleo de pesquisa vai mapear mercado da música em São Paulo

Estudo pretende responder à pergunta: qual é o valor da música na capital paulista?

Publicado em 22 out 2018, 22:10

Núcleo de pesquisa e organização de dados e informações sobre o mercado de música no Brasil, o DATA SIM deu início à sua primeira ação, que visa desenhar um perfil geral do Mercado da Música na Cidade de São Paulo. Com previsão de ser entregue em 2019, a pesquisa pretende responder à seguinte pergunta: qual é o valor da música na capital paulista? Idealizado pela Semana Internacional de Música de São Paulo (SIM São Paulo), o estudo tem patrocínio de Natura Musical e está sendo feita em parceria com a JLeiva Cultura & Esportes (empresa responsável pelas principais pesquisas de cultura do país).

Leia também:

Belém recebe Festival Se Rasgum em novembro

Conheça os 50 artistas, bandas e coletivos patrocinados em 2019

Para traçar este panorama, o DATA SIM fez um mapeamento dos principais agentes articuladores de novos negócios da cidade, além de um levantamento de dados sobre o mercado ao vivo (casas, espaços para shows, festivais, festas, coletivos, etc.). “O objetivo é tentar fazer o poder público, finalmente, enxergar o setor como uma grande indústria, que dá mais ao país do que recebe e deve ser apoiada", diz Fabiana Batistela, diretora da SIM São Paulo.

show na casa natura musical

A investigação envolve centenas de estabelecimentos de pequeno, médio e grande porte e um questionário com mais de 60 perguntas que pretende levantar informações sobre como se estruturam as casas noturnas e espaços de música ao vivo, e, também, quais suas dificuldades.

“Os países melhores posicionados na economia criativa (Reino Unido, Austrália, além do bloco Europeu) entenderam que a música é um ativo importantíssimo no fluxo internacional de bens e serviços. Todos realizaram pesquisas para uma melhor compreensão do valor econômico e cultural da música. E as conclusões são interessantes: no caso de Londres, um estudo sobre a noite da cidade mensurou o risco econômico em cascata que o fechamento de casas noturnas traria à economia local. O risco não é apenas para bares, casas noturnas e artistas. O risco incide sobre a economia do turismo, no setor de restaurantes, cinemas, teatros, transportes, hotéis e serviços em geral. Ou seja, há uma cadeia produtiva importante que perde muito com o fechamento de venues ou lugares dedicados à música ao vivo. Perde a cidade”, comenta Dani Ribas, doutora em sociologia e diretora de pesquisa do DATA SIM.

 

Quer saber mais sobre o Natura Musical e ficar por dentro do que acontece na música brasileira?

Acesse nosso site: www.natura.com.br/naturamusical
Facebook: @NaturaMusical
Instagram: @naturamusical
Twitter: @naturamusical
Youtube: @naturamusical