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O que é feminismo e por que você não precisa ter medo dele

Organizado e protagonizado por mulheres, o feminismo é um movimento que defende a igualdade entre os gêneros

Publicado em 26 jun 2018, 19:06

Apesar de ocupar o centro de muitas das discussões recentes, principalmente com o avanço e o alcance das redes sociais, o feminismo existe há muito tempo. Ele surgiu como um movimento organizado pelas mulheres na metade do século 19 com um objetivo central: a conquista da igualdade de gênero. Por isso, não há o que temer. Se você acredita que homens e mulheres devem ter os mesmos direitos e as mesmas oportunidades, você acredita no feminismo. 

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Como tudo começou e avançou

Ao longo de sua história, o movimento ficou marcado por três momentos importantes, também conhecidos como ondas. A primeira delas, datada do fim do século 19 e meados do século 20, foi liderada pelas sufragistas – ativistas que reivindicavam o direito ao voto para as mulheres. 

A segunda onda se consolidou nas décadas de 1960 e 1970 e ficou bastante conhecida como uma fase de luta pelos direitos reprodutivos e discussões acerca da sexualidade. Como parte desse calendário histórico, está também a chegada da pílula anticoncepcional ao mercado norte-americano, no dia 18 de agosto de 1960. Ela virou um marco da revolução sexual, já que oferecia às mulheres a possibilidade de prevenir a gravidez. 

Já nos anos 1990, veio à tona a terceira onda, quando a ideia da interseccionalidade entrou em pauta. Ela jogou luz sobre a importância de debater diferentes opressões – de etnia, de classe e sexual –, de forma a expor e celebrar as diferentes formas de ser mulher. 

Durante todos esses anos, algumas feministas se destacaram como figuras centrais do movimento. A francesa Simone de Beauvoir, autora de O Segundo Sexo (1949), é uma delas. É dela a famosa citação: “Não se nasce mulher, torna-se mulher”. 

Não se nasce mulher, torna-se mulher. 

Liberdade é sua palavra-chave

Entre os assuntos frequentemente levantados hoje pelo movimento estão: assédio, violência doméstica e sexual, feminicídio, representação da mulher na mídia, desigualdades no ambiente de trabalho, padrões de beleza, maternidade solo, direito sobre o próprio corpo e orientação sexual. 

A importância de suas bandeiras se comprova nas estatísticas. Em um ranking de 83 países estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil ocupa a quinta posição como nação que mais mata mulheres no mundo. Apesar de termos a lei mais avançada do mundo no combate à violência doméstica, de acordo com o Instituto Maria da Penha, a cada 7,2 segundos uma brasileira é vítima de agressão física. Em nosso país, as mulheres ainda recebem, em média, 76,5% do salário dos homens na mesma função. Além do mais, em dez anos, ganhamos mais de 1 milhão de famílias formadas apenas por mães solo.

A interpretação equivocada 

Ainda que muita gente o critique a fim de deslegitimá-lo, o feminismo se mantém forte como um movimento plural, que defende indiscriminadamente a liberdade das mulheres, contra os estereótipos e a favor da pluralidade, incluindo de escolhas. 

Enquanto o machismo oprime – até os homens –, o feminismo liberta. O “pedágio” imposto aos meninos desde a infância, como forma de validar sua masculinidade, também é um tipo de violência compreendida pelas feministas. Elas defendem que homens também choram, são sensíveis, precisam superar a figura do provedor, devem dividir as tarefas domésticas e podem se relacionar emocional e sexualmente da maneira como desejarem.  

O feminismo é um movimento organizado e protagonizado pelas mulheres, mas não apenas em prol delas. Para tanto, os homens também podem e devem participar dele. Como? Sendo empáticos às suas causas, reavaliando suas posturas e se opondo a atitudes machistas dos amigos. Afinal, é para o bem de todos!

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