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Sororidade: todas juntas pelo fim da rivalidade feminina 

Entenda o que quer dizer sororidade, palavra que não está no dicionário, mas faz parte da vida das mulheres

Publicado em 26 jun 2018, 18:06

A palavra “sororidade” ainda causa certa estranheza para os que a escutam pela primeira vez, mas se torna cada vez mais presente no dia a dia de quem acompanha o movimento feminista. A semelhança com "solidariedade" não está só na gramática. De fato, uma coisa está ligada à outra. Sororidade, com todos esses érres, refere-se à união entre as mulheres e a solidariedade, claro, entra nessa conta.

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Com base na empatia e no companheirismo, a sororidade faz parte de um dos princípios básicos do feminismo. Afinal, "juntas somos mais fortes". Por isso, se quisermos igualdade de gêneros – direito ao nosso corpo, salários iguais, responsabilidades divididas, mais oportunidades –, precisamos praticar esses conceitos com as nossas semelhantes. Para isso, evite, por exemplo, julgar a outra pela roupa usada ou culpar uma mulher pelo fim de um relacionamento, que se reflete na sentença: “Ela foi o pivô da separação”. 

Em 10 anos, as buscas pela palavra no Google cresceram 418 vezes no Brasil. Ela é o catalisador da mudança de uma realidade em que a rivalidade feminina ainda é estimulada desde a infância. 

A seguir, veja alguns exemplos de movimentos protagonizados por mulheres que traduzem o termo na prática. 

#MexeuComUmaMexeuComTodas

A hashtag foi uma das reações à denúncia de assédio da figurinista Su Tonani contra o ator da Globo José Mayer. No mesmo dia que a notícia veio a público, atrizes da mesma emissora vestiram camisetas com os dizeres “Mexeu com uma, mexeu com todas” e postaram fotos em suas redes sociais em apoio à figurinista. Nas manifestações de rua, ela foi repetida aos montes.

#MeToo

Mais uma hashtag (usada no Brasil como #EuTambém) que impulsionou mulheres a relatar suas histórias de abuso sexual nas redes sociais. Dessa vez, o gatilho foi a denúncia de assédio que derrubou o produtor hollywoodiano Harvey Weinstein. O movimento tomou conta de eventos como Oscar, Globo de Ouro, Festival de Cannes, entre outros, que viraram palco de protesto. 

Times’s Up

Em apoio ao #MeToo, um grupo formado por mais de 300 atrizes, produtoras e executivas da indústria do cinema criou um plano de ação contra a violência sexual. O projeto Time's Up foi lançado no primeiro dia de 2018 por meio de um comunicado assinado por mulheres do show business americano, como Natalie Portman, Reese Witherspoon e Emma Stone. 

Beta, o robô feminista 

Quando uma pauta importante para as mulheres está para ser debatida pelos governantes em Brasília, Beta (ou Betânia) envia mensagens aos seus seguidores com instruções e estratégias para se posicionarem. Essa é a ideia da ferramenta, que age por meio do inbox do Facebook e auxilia e informa as mulheres sobre os seus direitos. 

Teoria do brilho

O termo em inglês shine theory foi cunhado pela jornalista norte-americana Ann Friedman para propor a sororidade também no ambiente de trabalho. Segundo ela, o objetivo é apoiar e exaltar o sucesso das colegas para que todas consigam brilhar juntas. A estratégia foi adotada durante o mandato do presidente Barack Obama. Com o intuito de assegurar que suas ideias não fossem roubadas, quando um das mulheres do governo fazia uma declaração, as demais repetiam, dando crédito à autora.

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