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Câncer de pele: saiba tudo sobre prevenção e causas

Dezembro é o mês dedicado à conscientização sobre a prevenção do câncer de pele. Aproveite o verão para reforçar os cuidados com a proteção

Publicado em 17 dez 2018, 20:12

O verão está batendo à nossa porta e com ele aumenta o desejo de se jogar nas praias e piscinas. Nesse período, torna-se inevitável a exposição ao sol. Antes disso, porém, é importante estar atenta à proteção contra os efeitos nocivos da radiação solar. Não à toa, dezembro é tido como o mês dedicado à conscientização sobre o câncer de pele.

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O câncer de pele é o tipo da doença mais incidente no Brasil e, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), mais de 170 mil novos casos são descobertos a cada ano. 

É por isso que, desde 2014, a entidade se dedica a campanhas voltadas ao tema, principalmente, em dezembro. O objetivo é estimular a prevenção da doença no mês de início da estação mais quente do ano. E, embora os cuidados para manter a pele saudável já sejam bastante divulgados, o movimento é útil para fomentar a importância de ir ao médico especializado e ter um diagnóstico precoce.

Cuidados essenciais

O dermatologista Thales Bretas, membro da SBD, afirma que a proteção solar é, realmente, o mais importante meio de prevenção. “O sol e os raios UVA e UVB são os principais causadores do câncer de pele. Por isso, ao evitá-lo, sobretudo no período entre 10 e 16 horas, estamos nos prevenindo”, esclarece Bretas. “Usar filtro solar com fator de proteção mínimo de 30 ao se expor ao sol para evitar queimaduras também é essencial.”

O especialista lembra ainda que o filtro deve ser reaplicado a cada duas horas ou sempre que o corpo tiver contato com água ou toalha. Casos de sudorese excessiva também exigem atenção redobrada à reaplicação. Além disso, outros recursos podem ajudar a reforçar o cuidado, como usar roupas com proteção UV, chapéus e óculos.

Após a exposição ao sol, não se esqueça ainda de hidratar a pele. A rotina para mantê-la macia e sedosa deve seguir mesmo com os dias de alta temperatura. A dica é escolher produtos com texturas mais leves e fluidas, que se adaptam melhor ao clima quente.

Fatores de risco para o câncer de pele

A importância de estar com a visita ao dermatologista em dia vai além do diagnóstico precoce. “Embora os sinais de câncer de pele sejam visíveis, muitas vezes eles aparecem nas costas e as pessoas não os identificam”, diz Bretas.

Além do sol, algumas características influenciam no aumento do risco: peles claras e que não bronzeiam com facilidade. “Chamamos de fototipo 1 e 2. O primeiro se refere à pele, ao cabelo e aos olhos claros. O fototipo 2 considera pele muito clara com olhos escuros. São aquelas que em contato com o sol ficam vermelhas”, explica o médico.

Segundo ele, esses tipos de pele são mais suscetíveis ao aparecimento do câncer e, por isso, merecem análises mais cuidadosas. Histórico familiar também é um critério a ser levado em consideração.

Os tipos de câncer de pele

O câncer de pele pode aparecer como pinta, mancha ou ferida que não cicatriza. Diferentemente de outros tipos da doença, ele não é silencioso e mostra sinais.

Entre os tipos mais comuns, estão o melanoma e o carcinoma basocelular. O primeiro, segundo Bretas, geralmente é uma mancha mais escura, irregular e que cresce em ritmo acelerado. O segundo é mais comum e curável e surge em forma de uma lesão que sangra facilmente.

“Dentre os carcinomas de pele, o basocelular é o mais fácil de tratar e, com diagnóstico precoce, a ocorrência de complicações é diminuída. Nesse caso, a cirurgia cura a doença, dispensando tratamentos como a quimioterapia. Entretanto, se estiver crescido, pode invadir os tecidos em volta, complicando o procedimento”, explica.

O outro carcinoma é o espinocelular. Seu aparecimento é mais comum em áreas fotoexpostas, como tronco, colo, mãos e braços. O que os diferencia são as características dos sinais. O melanoma, segundo o dermatologista, é o mais agressivo e tem diferentes tipos – sendo cada um deles mais frequente em etnias específicas e certas regiões do corpo.

“Nos negros, por exemplo, o melanoma mais comum é o melanoma acral, na planta do pé ou na palma da mão. Em adultos e idosos, o mais incidente é o lentigo maligno melanoma, que aparece em partes fotoexpostas, principalmente no rosto. O melanoma nodular, que é o tipo mais invasivo, pode ocorrer em crianças e adultos jovens e não tem um padrão exclusivo”, explica Bretas.

Para todos, a análise de um especialista é fundamental. Dessa forma, a visita ao dermatologista se faz necessária pelo menos uma vez ao ano para que todas as pintas e manchas sejam avaliadas. Com o aval médico e os cuidados diários, você está pronto para curtir o verão!

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