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7 curiosidades sobre o vidro reciclado que a Natura usa

Usar o material requereu pesquisa e mobilização. O resultado? 350 toneladas a menos de carbono, por ano, no meio ambiente

Publicado em 25 set 2018, 19:09

Por dia, cada pessoa no mundo produz, em média, 1,2 quilo de lixo. No meio dessa quantidade, não faltam itens que podem ser reciclados. Nesse cenário, deve ser fácil encontrar matérias-primas de origem reciclada, certo? A história não é bem assim. Em 2015, decidimos desafiar essa dificuldade e passamos a utilizar vidro reciclado nos frascos de fragrâncias de algumas linhas – Ekos, Kaiak, Humor e Essencial.

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Com essa medida, nosso objetivo inicial era atingir um percentual de uso do material em torno de 20% da composição da embalagem.

O primeiro obstáculo foi vencer o preconceito de usar um material reciclado em um item premium para a indústria cosmética. Como ninguém no país fazia isso, não havia fornecedores.

Entre outros benefícios, romper essa barreira significaria reduzir em mais de 350 toneladas, por ano, a emissão de gases de efeito estufa na atmosfera. Se fossemos comprar vidro virgem no mercado, seríamos responsáveis – ainda que indiretamente – por colocar essa quantidade de poluentes no ambiente. Ao optar pelo reciclado, garantimos qualidade equivalente, poluindo menos.

Por um mundo mais bonito, a ambição atual é ampliar o percentual de vidro reciclado nas embalagens para além dos 20%. Isso significa usá-lo também em outros produtos de nosso portfólio, além da perfumaria. Quer saber mais sobre o assunto? Veja a seguir sete curiosidades:

1. Usamos vidro reciclado pós-consumo

Quando falamos que usamos esse material, não estamos nos referindo a vidro reciclado a partir de sobras de falhas de processos da própria indústria vidreira. Queremos dizer que, efetivamente, nosso material vem de produtos que já foram consumidos.

2. O vidro é o único material 100% reciclável

Não existe limitação para a reciclagem desse material. E 1 quilo de vidro, ao ser reciclado, vira a mesma quantidade da substância. Como ele demora 5 mil anos para se decompor, reutilizar é palavra de ordem. 

3. Nem todo vidro reciclado serve para a indústria cosmética

Para usar o material na perfumaria, é preciso ter um caco premium: incolor, limpo e livre de impurezas que possam comprometer a fabricação, o que não se encontrava pronto no mercado.

4. Testes e mais testes

Apesar de termos começado a usar vidro reciclado em 2015, os testes para se chegar no material ideal começaram três anos antes. Foi preciso muita conversa com nosso fornecedor para que ele topasse experimentar uma nova “receita” de vidro, com cacos reciclados.

5. Cada vidro tem uma receita

O vidro é composto de areia, calcário, barrilha (carbonato de sódio), alumina (óxido de alumínio) e corantes ou descorantes, mas cada indústria vidreira tem sua receita própria e – como se trata de um processo caro e demorado – mexer nela é sempre desafiador. 

6. O forno para fazer vidro parece uma piscina semiolímpica

Com alta capacidade de produção, chegando a 70 toneladas diárias e operando em temperatura de 1.200 C, os fornos para produção de vidro parecem piscinas semiolímpicas de “lava de vulcão”, que nunca são desligadas.

7. Garrafas de refrigerante retornável: o vidro ideal

Lembra que falamos sobre a necessidade de usar um caco premium? Pois a primeira fonte do material veio, e ainda vem, de garrafas retornáveis de refrigerante.

Em 2016, começamos a receber parte do vidro reciclado de cooperativas. Para assegurar a qualidade dessas embalagens fabricadas com vidros de característica mais heterogêneas, estruturamos um rígido processo de homologação dessas fornecedoras, incluindo questões de rastreabilidade, formalização e atendimento a aspectos regulatórios. 

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