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Instituto Natura existe para transformar a educação pública. Você conhece?

Melhorar a formação de alunos e professores é o objetivo dos projetos que a entidade desenvolve

Publicado em 27 set 2018, 21:09

Você sabia que a Natura tem um instituto que cuida dos projetos sociais que a marca desenvolve? Ele é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), existe desde 2010 e conta com sede própria na zona oeste de São Paulo. As ações são majoritariamente ligadas à educação, uma causa para a qual olhamos desde 1990 e consideramos o “único meio possível para a transformação da sociedade”. 

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Melhorar a educação pública no Brasil – e nos países da América Latina nos quais atua – é o foco do Instituto Natura (iN). Os projetos contemplam os alunos, passam pela formação dos professores até chegar às secretarias de educação, com as quais são feitas as principais parcerias. 

“O iN nasceu com o objetivo de criar um impacto profundo e com alta abrangência. Quando apoiamos políticas públicas, damos um novo significado ao trabalho e ao investimento da Natura. Por isso, escolhemos entrar nas escolas pela via pública”, afirma Fabiane Aguiar, coordenadora de relacionamento e comunicação do instituto, acrescentando que a proposta é ter iniciativas nos 26 estados do Brasil e no Distrito Federal.

De onde vem o dinheiro para os projetos do Instituto Natura 

Todo cliente e Consultor de Beleza Natura conhece a linha Crer Para Ver, certo? Presente nas revistas desde 1995, quase sempre no fim do catálogo, a única linha não cosmética foi criada com o intuito de gerar recursos para os investimentos nos projetos sociais de educação. Em 2017, a arrecadação de Crer Para Ver foi de R$ 22,9 milhões.

O lucro total da venda dos estojos, mochilas, cadernos, canecas, entre outros produtos, é aplicado nos projetos. Já a estrutura do iN, como escritório e funcionários, é bancada pela Natura. Até a criação do Instituto, os recursos das vendas de Crer Para Ver eram administrados pela diretoria de sustentabilidade dentro da empresa.

A linha veio com o desejo de transformar a rede [Consultoras de Beleza, colaboradores, consumidores e fornecedores] em perpetuadora da causa. A Consultora de Beleza abre mão do seu percentual de lucro e contribui, assim como a pessoa que está comprando. Todos se tornam agentes voluntários”, diz Fabiane. 

Dessa forma, em vez de dedicar um percentual de seu lucro para um investimento social privado, como a pintura de uma única escola, a Natura mobiliza sua rede para formar o que chama de “grande círculo virtuoso”. Em 2017, mais de 1 milhão de Consultoras de Beleza adquiriram um produto da linha para si.

A empresa subsidia o desenvolvimento dos produtos, o estoque e faz a arrecadação, e esse trabalho volta para a sociedade – Consultoras de Beleza e consumidores – por meio dos projetos direcionados para a rede pública e os professores”, explica a coordenadora de comunicação. 

Os projetos do iN: como a Natura entra nas escolas públicas brasileiras 

As ações, sempre gratuitas, são diversas – e algumas vezes desenvolvidas em parceria com outras fundações que também visam uma educação melhor, como a Fundação Telefônica Vivo e o Instituto Inspirare. Em 2017, mais de 1 milhão de alunos foram beneficiados pelas iniciativas do iN. Mais de 1.600 municípios, 25 estados, 1.000 escolas e 34 mil professores foram impactados.

Conheça algumas delas a seguir:

Projeto Trilhas

Lançada em 2009, a iniciativa aposta na formação do professor alfabetizador. Um curso é disponibilizado em uma plataforma on-line para melhorar a performance do profissional. Ao final, o educador recebe um kit com vários cadernos de estudo, materiais e planos de aula, que poderão ser usados em sala. Com 160 mil usuários cadastrados, o projeto impactou mais de 15 mil profissionais por meio da formação de ensino a distância.

Escola Digital

Criada em 2013, é uma plataforma on-line com videoaulas, jogos, entre outros objetos digitais específicos para cada ano da escalada da graduação escolar, desde a educação infantil. Esse projeto também auxilia o professor, mas é uma rede aberta e, por isso, serve para pais e alunos como fonte de estudo em casa. Até o fim de 2017, 22 secretarias estaduais de educação já usavam versões personalizadas – de acordo com os próprios currículos – da Escola Digital e, somadas, tinham 1,7 milhão de usuários por ano.

Escola de Tempo Integral

O Ministério da Educação e Cultura (MEC) lançou, em 2016, a Política de Fomento à Implementação de Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral (Emti). Por saber que é nessa fase escolar que 50% dos alunos param de estudar, o Instituto assumiu o tema como uma de suas principais bandeiras. Além de evitar a evasão escolar, a iniciativa tem como objetivo melhorar o nível de aprendizagem, outro ponto de atenção da educação pública no Brasil. Em 2017, o iN deu suporte para a implementação de cerca de 900 escolas em tempo integral, em 16 estados. 

Comunidade e Aprendizagem

O projeto – iniciado em 2011 – procura envolver escola, alunos e seus familiares e professores. A comunidade se responsabiliza pelo aprendizado, e a escola se torna um ponto de encontro da comunidade. Todos se apropriam para serem voluntários em ações, desde grupos de estudos a encontros nos fins de semana para jogar bola na quadra da escola. Em 2017, 108 escolas foram transformadas em Comunidades de Aprendizagem em São Paulo, Ceará, Bahia, Pará e Rio de Janeiro. Nas operações internacionais da Natura, escolas na Argentina, Colômbia, Chile, Peru e México também adotaram a iniciativa. 

Cuidar da educação diminui a violência

Formar e sensibilizar as secretarias municipais de educação são as estratégias do iN para estender o alcance de suas iniciativas.

Temos dez formadores que estão na ponta do processo e mostram evidências para o secretário, que passam pela diminuição de violência, melhora do vínculo entre professor e aluno até resultados de aprendizagem”, afirma Fabiane. 

Com a aceitação do gestor, a implementação dos programas é feita nas escolas que ele aponta estarem mais preparadas para tal.  “A escola tem de querer ser transformada, e normalmente ela quer, principalmente no caso do projeto Comunidade e Aprendizagem.
A comunidade sonha junto e viabiliza para as coisas acontecerem.”