Natura investe em design para diminuir impacto ambiental de suas embalagens

Ao pensar como embalar cada produto, cada vez mais queremos usar menos materiais e aproveitar o que iria para o lixo

Publicado em 20 jul 2018, 19:07

Quando vamos lançar um produto, tratamos com a mesma importância o desenvolvimento da fórmula e o design da embalagem. Isso porque a forma como um cosmético é embalado pode ser determinante para que, ao ser descartado, cause mais ou menos impacto no meio ambiente.

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Como nossa ambição é sempre provocar o mínimo de impacto ambiental, ao desenhar embalagens, nosso Núcleo de Design (Nude) segue quatro princípios:

1. Usar menos materiais

Em 1983, tornamo-nos a primeira empresa brasileira de cosméticos a oferecer refis de nossos produtos. Em 2017, a venda de refis evitou que 4.480 toneladas de gases de efeito estufa e 1,6 milhão de toneladas de lixo não orgânico fossem despejados no meio ambiente.

Lançada em 2013, a linha Sou é outra iniciativa para racionalizar o uso de materiais. As embalagens dos produtos da marca têm 70% menos plástico na composição.

2. Utilizar mais materiais reciclados pós-consumo

Na nossa Visão de Sustentabilidade 2050 – documento que reúne nossas causas e nossos compromissos para um desenvolvimento sustentável –, estabelecemos uma meta ambiciosa relacionada a esse princípio: ter, até 2020, 10% de materiais reciclados pós-consumo nas nossas embalagens (em 2017, esse número estava em 4,3%). Um esforço nesse sentido é a crescente utilização de vidro e PET reciclados.

O primeiro material começou a ser usado em 2015 nos frascos de fragrâncias de algumas marcas, como Ekos, Kaiak, Humor e Essencial. Três anos depois, já contávamos com, pelo menos, 20% de vidro reciclado em todos os nossos produtos de Perfumaria.

Em 2017, começamos a utilizar PET 100% reciclado nos produtos da linha Ekos. Dois anos depois, o mesmo movimento aconteceu com Sève. Além das marcas citadas, a matéria-prima é usada em Tododia, Plant e Tez. O resultado da escolha? O reaproveitamento de 249 toneladas de resíduos por ano, o que significa não jogar no lixo o equivalente a 5 milhões de garrafas PET.

3. Priorizar materiais de fontes renováveis

Dentro desse princípio, o uso de plástico verde – feito a partir da cana-de-açúcar, um recurso renovável –, é um destaque.

O material começou a ser utilizado em 2010, em substituição do plástico convencional em itens regulares e refis das linhas Ekos, Tododia, Plant, Mamãe e Bebê e Tez, entre outros.

O uso do plástico verde na Natura evita a emissão de quase 5 mil toneladas de carbono em um ano, o que equivale à emissão de gases de efeito estufa produzidos em 800 viagens de carro em volta da Terra.

4. Garantir a máxima reciclabilidade

Para colocar em prática esse princípio, ao fazermos o design de uma embalagem, procuramos viabilizar a desmontagem do maior número de componentes dela, cuidado que facilita o processo de reciclagem.

Outro cuidado é evitar a utilização de colas que não sejam à base de água, pensando também em favorecer o processo de reciclar.

Materiais banidos

Quando nossos designers se debruçam sobre a criação de uma embalagem, há materiais que são descartados logo de cara, como o PVC (plástico comum).

Outro exemplo são os materiais oxibiodegradáveis. Como não atendem às normas nacionais e internacionais de biodegradação, nós não os consideramos uma tecnologia ambiental correta.

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