Se você quer entender o que é alopecia, este artigo te explica de forma direta por que a queda e o afinamento dos fios acontecem e como lidar com a situação.
Saúde capilar e autoestima importam. E é por isso que precisamos falar sobre a alopecia feminina: um assunto cercado de tabus e incertezas.
Fique conosco para conhecer as causas e sintomas dessa doença capilar, os tratamentos disponíveis e como conviver com ela diariamente.
Neste conteúdo, você vai encontrar:
- O que é alopecia;
- O que causa alopecia;
- Os tipos de alopecia feminina;
- Como a alopecia capilar afeta a autoestima;
- Saiba se a alopecia tem cura e quais os tratamentos disponíveis;
- Cuidados complementares com os cabelos.
O que é alopecia?
Alopecia é o termo médico para a queda de cabelo ou afinamento dos fios, causada por alterações no ciclo de crescimento do folículo piloso. Ela varia de intensidade e pode ser difusa ou em áreas, temporária (não cicatricial) ou permanente (cicatricial).
Segundo o Ministério da Saúde, essa condição é uma das principais causas da calvície nas mulheres e acontece, principalmente, na região central do couro cabeludo.
Suas formas mais comuns incluem a androgenética, o eflúvio telógeno, a alopecia areata e as cicatriciais. Agora que você já sabe o que é alopecia, vamos entender suas causas!
O que causa alopecia?
A alopecia pode ter várias causas, dentre elas:
- predisposição genética ou hormonal (alopecia androgenética);
- desequilíbrios físicos e emocionais, como estresse, menopausa e o período pós-parto;
- deficiências nutricionais e doenças da tireoide;
- causas inflamatórias e autoimunes (alopecia areata);
- infecções do couro cabeludo, dermatites, químicas, tração e calor excessivo.
Independente do tipo de alopecia, é importante receber cedo o diagnóstico de um dermatologista, pois em alguns casos, ela pode ser permanente se não tratada no início.
Sintomas comuns da alopecia feminina
Nem toda perda de cabelo significa alopecia feminina, tá? Às vezes, o que precisamos é só de uma linha de produtos antiqueda.
Todos os dias, perdemos entre 60 e 100 fios de cabelo, o que é normal, principalmente nas estações com menor incidência solar, como outono e inverno. No entanto, se a quantidade de fios no ralo do banheiro ou na escova de cabelo aumentar significativamente, o melhor a fazer é consultar um especialista.
Alguns dos sintomas comuns da alopecia feminina são:
- perda dos fios em vários pontos da cabeça, principalmente no topo;
- diminuição da espessura e redução gradual do volume do cabelo;
- alargamento da risca que reparte o cabelo;
- maior exposição do couro cabeludo.
Sintomas comuns da alopecia masculina
Nos homens, os sintomas podem ser um pouco diferentes. Confira alguns deles:
- recuo das entradas (linhas fronto-temporais) e afinamento na coroa;
- fios progressivamente mais finos, menor densidade e maior visibilidade do couro cabeludo sob luz;
- ritmo de crescimento mais lento (a queda diária pode ser discreta);
- eventual sensibilidade, coceira ou ardor no couro cabeludo, oleosidade e caspa.
Conheça os tipos de alopecia feminina

Embora a alopecia androgenética feminina (resultante de predisposição genética) seja a mais comum entre as mulheres, existem outros tipos de alopecia feminina que também afetam o couro cabeludo. Descubra algumas delas, a seguir.
1. Alopecia Areata
Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a alopecia areata é uma doença inflamatória que inativa os folículos capilares e provoca a queda dos cabelos. Essa perda dos fios acontece em uma ou mais regiões específicas do couro cabeludo.
A alopecia areata feminina está frequentemente associada a fatores emocionais, como traumas físicos, estresse e quadros infecciosos (alérgicos).
2. Alopecia Difusa
Escassez e queda de cabelo acelerada são características da alopecia difusa. Ela acontece quando os folículos capilares passam por um período chamado eflúvio telógeno, no qual os fios pulam os estágios de crescimento capilar e vão direto para a fase de queda.
A alopecia difusa pode provocar a queda de 400 a 500 fios diariamente, mas não resulta em calvície total, já que o cabelo continua crescendo, ainda que em um ritmo mais lento.
3. Alopecia Frontal Fibrosante
Assim como a alopecia androgenética feminina, a alopecia frontal fibrosante pode ser associada a condições genéticas, hormonais e ambientais.
Esse tipo de queda de cabelo é mais comum entre mulheres na pós-menopausa e consiste em um processo inflamatório que destrói os folículos capilares, impedindo o nascimento de novos fios.
Sua principal característica é a regressão contínua da linha do couro cabeludo na região da testa.
4. Alopecia Senil
É relacionada ao avanço da idade e costuma surgir após os 50 anos, quando os fios afinam gradativamente e deixam o cabelo mais ralo. Muitas vezes, a alopecia senil é causada por questões hormonais, mas também pode se apresentar de forma natural, provocada pelo envelhecimento.
Outras razões para a queda de cabelo feminino são: alopecia de tração, alopecia cicatricial, alopecia traumática, entre outras.
Alopecia capilar e Autoestima
De acordo com a SBD, a alopecia androgenética é um distúrbio que atinge 5% das mulheres e, para muitas delas, essa é uma condição difícil de lidar. Além de normalmente estar relacionada a outras doenças, como diabetes e hipotireoidismo, também é uma questão que impacta a autoestima.
Parte da sociedade associa o cabelo a uma característica obrigatória da feminilidade, o que é ultrapassado, afinal, alguns fios de cabelo a menos não tornam uma mulher menos mulher.
Assumir a condição de alopecia feminina é um processo de desconstrução que faz com que muitas mulheres tenham que ressignificar a forma com que se veem no espelho. E só quem passa por esse processo – de lidar com os olhares e com a autoaceitação – entende de fato o que é conviver com esta condição.
Alopecia tem cura?
Alguns tipos de alopecia têm cura, quando descobertas e tratadas nos primeiros sinais. É o caso da alopecia areata leve, por tração nos estágios iniciais, seborreica e eflúvio telógeno.
Já as que não têm cura definitiva podem ser acompanhadas por um especialista, que diagnostica um tratamento antiqueda para controlar e recuperar parte do cabelo. A seguir, você encontra alguns exemplos.
Tratamentos tópicos para alopecia
Os tratamentos tópicos mais usados são os vasodilatadores e estimuladores de crescimento, com destaque para o minoxidil. Ele prolonga a fase de crescimento do fio e pode ser aplicado em solução, espuma ou loção, diretamente no couro cabeludo.
Os resultados costumam aparecer entre 3 e 6 meses, e a suspensão leva à perda dos fios tratados. Portanto, é um tratamento contínuo.
Para a alopecia androgenética, há opções manipuladas com finasterida e dutasterida tópicas, que reduzem a ação dos andrógenos com menor exposição sistêmica. Shampoos com cetoconazol geralmente ajudam a controlar a inflamação do couro cabeludo.
Na alopecia areata, corticoides tópicos potentes, imunoterapia tópica (como DPCP, realizada por especialista) e antralina podem estimular a retomada do crescimento em placas.
Tratamentos orais para alopecia
Na alopecia androgenética, os principais tratamentos são moduladores hormonais e estimuladores de crescimento: finasterida e dutasterida (mais usados em homens), espironolactona (comum em mulheres) e minoxidil em baixa dose por via oral.
Eles ajudam a estabilizar a queda e ampliar a densidade ao longo de meses, exigindo acompanhamento médico para avaliar eficácia e possíveis efeitos como alterações de pressão, libido ou eletrólitos.
Para alopecia areata moderada a grave, inibidores de JAK (como baricitinibe ou ritlecitinibe) têm mostrado bons resultados em recuperação de couro cabeludo, sobrancelhas e cílios, segundo o FDA (Food and Drug Administration) – agência reguladora americana.
Suplementos só fazem sentido quando há deficiência de ferro, viamina D e zinco confirmada, já que eles podem impactar o crescimento capilar. Também é importante investigar e tratar condições associadas, como tireiode, pós-parto, estresse e medicamentos.
Evite a automedicação. O especialista é quem decide o tratamento para alopecia ideal, de acordo com o tipo de condição, o perfil do paciente e os objetivos estéticos.
Cuidados complementares com os cabelos
Além de buscar tratamento médico, existem alguns hábitos que você pode adotar no dia a dia para evitar a queda de cabelo e manter os fios saudáveis:
- lave-os com frequência para manter o couro cabeludo equilibrado, sem sujeiras, oleosidade, coceiras ou descamações;
- evite as altas temperaturas do chuveiro, secador e chapinha. Elas ressecam e quebram os fios. Durante o banho, prefira água morna ou fria e, se for usar fontes de calor, aplique um protetor térmico como os da linha Lumina antes;
- trate a caspa, pois em casos graves a queda é acentuada por essa inflamação e descamação do couro cabeludo.
Bom, a gente nem precisa dizer que os produtos que você usa também fazem a diferença, né? Mas… se quiser dicas, nós temos!
Para evitar a queda e fortalecer os fios, Ekos conta com as linhas Murumuru e Patauá. A primeira é um poderoso antiquebra que reconstrói a fibra capilar, enquanto a segunda possui ação antienfraquecimento que fortalece os fios. Ambas contam com shampoo, condicionador, máscara, tônico e creme para pentear.
Nossa outra sugestão é a linha Lumina Antiqueda e Crescimento, que conta com tecnologia exclusiva para fortalecer o couro cabeludo e reduzir a queda por quebra. Com shampoo, condicionador, sérum noturno e máscara de tratamento, ela combate a queda e acelera o crescimento em até 3 vezes.
Além de entender o que é alopecia, é importante que você saiba que nossos cosméticos não combatem essa condição. No entanto, eles podem fazer parte da sua rotina de cuidados capilares.
Até o próximo conteúdo!
