Com 250 organizações, assinamos, no fim de outubro, o Compromisso Global por uma Nova Economia do Plástico, documento que tem como objetivo erradicar o desperdício e a poluição causados por esse material. Os signatários do acordo são responsáveis por 20% de todas as embalagens plásticas no mundo.
Leia também:
Esfoliantes sem microesferas de plástico: por que a Natura aboliu o material
Por menos plástico no mundo
O Compromisso Global estabelece metas que serão revisadas a cada 18 meses. As empresas que assinaram o documento publicarão, anualmente, dados indicativos da evolução do seu processo para gerar impulso e garantir a transparência.
As metas incluem eliminar embalagens plásticas problemáticas ou desnecessárias e migrar de modelos de uso único para os de reúso; inovar para garantir que 100% das embalagens plásticas possam ser reutilizadas, recicladas ou compostadas com facilidade e segurança até 2025, e circular o plástico produzido, aumentando consideravelmente a quantidade de plásticos reutilizados ou reciclados e transformados em novas embalagens ou produtos.
A poluição plástica é uma das principais crises ambientais que o mundo enfrenta hoje. Como um grupo global de cosméticos que está comprometido em gerar impactos econômico, social e ambiental positivos, estamos focados em reduzir a quantidade de plástico usado em nossas embalagens e também aumentar o uso de plástico reciclado em nossos frascos”, afirma João Paulo Ferreira, presidente da Natura.
Pioneiros em refis
Em 1983, nós nos tornamos pioneiros no mercado brasileiro ao lançarmos refis das embalagens de alguns de nossos produtos. Desde então, mais de 110 itens, em linhas como Sève, Ekos, Tododia e Plant, já contam com refis, o que contribui para retirar do meio ambiente 1,6 mil toneladas de plástico anualmente, o equivalente ao volume de lixo gerado por 3 milhões de pessoas em um único dia.
O uso de refis – que completa 35 anos em 2018 – é um dos nossos principais compromissos com a redução da poluição plástica.
Temos certeza de que a economia circular é o caminho para um futuro mais sustentável, no qual iniciativas como o Compromisso Global por uma Nova Economia do Plástico, que endossamos, são muito bem-vindas”, complementa Ferreira.
Plástico verde
Além do uso de materiais reciclados pós-consumo, também investimos no aumento do uso de plástico verde, que é produzido a partir da cana-de-açúcar, uma matéria-prima renovável, enquanto os plásticos tradicionais utilizam matérias-primas de fonte fóssil, como o petróleo.
O plástico verde apresenta o mesmo potencial de reciclagem que o tradicional, com o benefício de impactar menos na emissão de gases de efeito estufa, que influenciam nas mudanças climáticas. Isso evita a emissão de mais de 5 mil toneladas de carbono por ano, redução de poluentes equivalente a 876 viagens de carro em volta da Terra.
Visão de Sustentabilidade
Entre as ambições estabelecidas em nossa Visão de Sustentabilidade, definimos como meta alcançar o índice de 40% de embalagens ecoeficientes (com, pelo menos, metade do peso de uma regular ou que contenha mais de 50% de material reciclado pós-consumo ou renovável) em nossos produtos.
Em 2017, esse índice alcançou 21%, um avanço possível graças ao bom desempenho de algumas linhas, como Ekos, cujas embalagens são feitas com PET 100% reciclado.
Com o objetivo de continuar nessa trajetória, em 2018, a linha Sève passou a ter frascos feitos com plástico 100% reciclado pós-consumo. Essa medida evita o descarte de 60 toneladas de plástico na natureza por ano, o que equivale a mais de 1,2 milhão de garrafas PET de 2 litros.
