Em 5 de maio é comemorado o Dia da Língua Portuguesa e, para celebrar, selecionamos cinco escritoras brasileiras contemporâneas que estão arrasando em verso e prosa. Deixe o celular de lado e mergulhe em um novo livro!
O universo literário, cheio de histórias diferentes, recebe novos autores a cada ano e fica a pergunta: quantos livros escritos por mulheres você leu recentemente? Saiba que, em meio a narrativas envolventes, elas ganham destaque e suas obras podem (e devem) chegar à sua cabeceira.
Veja a nossa seleção e compartilhe com a gente nas nossas redes sociais quem são suas escritoras favoritas!
1. Jarid Arraes
A escritora, cordelista e poeta do Ceará é filha e neta de cordelistas e xilogravadores. Sua carreira começou na internet, com um blog autoral. Em 2015, lançou "As Lendas de Dandara" de forma independente. Sua última publicação chama-se “Heroínas Negras Brasileiras em 15 Cordéis” e foi publicada em 2017 pela Pólen Livros.
Esquecidas da História
As mulheres inda estão Sendo negras, só piora Esse quadro de exclusão (ARRAES, 2017, p. 97)
trecho de "Heroínas Negras Brasileiras"
Nascida no Mato Grosso e radicada em São Paulo, Ryane estudou Letras e passou a compartilhar pequenos textos pela cidade em lambe-lambes, mostrados no Instagram com o nome Onde Jazz Meu Coração. Em 2016 ela abriu uma campanha de financiamento coletivo para publicar seu primeiro livro, que ganhou o título "Tudo Nela Brilha e Queima: poemas de luta e amor", lançado pela Editora Planeta.
repetirei quantas vezes
for preciso
que sua casa é você mesma
trecho de "Tudo Nela Brilha e Queima"
Inserida na literatura independente desde 2006, a paulistana Mel integrou o coletivo “Poetas Ambulantes”, além de ser uma das organizadoras de uma batalha de poesias para mulheres, chamada “Slam das Minas- SP”. A poeta e produtora cultural foi a primeira mulher a vencer o Rio Poetry Slam, campeonato internacional de poesia da FLUPP (Feira Literária das Periferias), no Rio de Janeiro. Em 2013, publicou “Fragmentos Dispersos” de forma independente e três anos depois “Negra Nua Crua”, pela editora Ijumaa.
Foi dessa carne negra que sangrou gota a gota a falta da sua companhia
trecho de "Nega Nua Crua"
Foi durante o mestrado em Escrita Criativa na PUCRS que a gaúcha Carol decidiu publicar seu primeiro livro. "Pó de Parede", lançado pela Não Editora em 2008, unia três novelas. Um ano depois, ganhou uma bolsa da Funarte e escreveu "Sinuca Embaixo d'Água", um dos finalistas do Prêmio São Paulo de Literatura na categoria Autor Estreante e do Prêmio Jabuti de 2010 na categoria Romance. Pela Companhia das Letras, lançou este e mais duas obras: "Todos Nós Adorávamos Caubóis" (2013) e "O Clube dos Jardineiros de Fumaça" (2017).
A Terra expele, traga, convulsiona. Às vezes dá certo, outras vezes não
trecho de "O Clube dos Jardineiros de Fumaça"
A escritora, professora e tradutora escreveu sua primeira publicação em meados de 2013, o projeto de prosa poética “Recortes para Álbum de Fotografias sem Gente”, pela Modelo de Nuvem. Mais tarde, em 2015, veio um livro de poemas, “Coração na Corda”, da Editora Patuá. Já sua última obra, “Amora”, foi publicada em 2016 pela Não Editora e lhe rendeu o Prêmio Jabuti na categoria contos.
eu teria que submergir no meu próprio inferno para depois quem sabe chegar à outra ponta mais clara da vida, no centro quente de quem eu queria ser
trecho de "Amora"
Curitibana que mora em São Paulo, formou-se em Jornalismo pela UFPR, foi redatora e hoje escreve literatura e roteiros para a televisão. Seu último livro, "Tudo Pode Ser Roubado", publicado em 2018 pela Todavia, é o primeiro romance depois de "A Teta Racional" (Editora Grua, 2016), que reúne contos e foi finalista do Prêmio Literário Biblioteca Nacional. Um de seus contos também foi publicado na coletânea "Algumas Vozes", pela Bienal de Curitiba, em 2016.
Porque, no final, a verdade sobre uma cidade é esta: o que sobra de cada um depois que as luzes dos escritórios se apagam.
trecho de "Tudo Pode Ser Roubado"
