A Floresta Amazônica é o habitat de mais de 100 mil espécies de animais e 30 mil vegetais. Mas, além de patrimônio ambiental, o bioma tem gente, muita gente (mais do que a população da cidade de São Paulo). Por essas e outras razões, proteger a Amazônia está entre nossos compromissos.
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Atuar na região de forma sustentável é uma decisão empresarial. Por isso levamos a sério a Repartição de Benefícios (RB). Trata-se de um mecanismo legal que consiste na divisão dos benefícios provenientes da exploração econômica de produto acabado ou material reprodutivo desenvolvido a partir do acesso a patrimônio genético ou a conhecimento tradicional associado.
A RB garante uma relação justa entre empresas que atuam com a biodiversidade brasileira– como nós – com as pessoas que vivem na floresta e o patrimônio genético local. As iniciativas provenientes dela giram em torno da conservação ambiental, fortalecimento de cooperativas e comunidades e cadeias da sociobiodiversidade.
Desde 2004, revertemos cerca de R$ 53 milhões por meio de mais de 90 contratos de repartição de benefícios em todo Brasil. Na Amazônia, 4.636 famílias são beneficiadas. A seguir, conheça alguns dos projetos que contam com nossa participação para a conservação da floresta.
Cadeias produtivas de óleos vegetais
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Nas comunidades que trabalham com extrativismo de sementes como castanha, ucuuba e andiroba, a repartição de benefícios é usada para melhorar os processos de coleta dos ativos de maneira sustentável. Além disso, o mecanismo apoia ações para melhoria das microusinas, que transformam as sementes em óleo, tornando-as produtos com maior valor agregado
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Por meio do apoio à Associação dos Produtores Orgânicos de Boa Vista (Apobv), no Pará, a comunidade investiu no sistema de irrigação para a produção da pataqueira e da priprioca, ativos vegetais usados na nossa perfumaria. Com essa ação, o conhecimento tradicional é valorizado, refletindo em aumento de a renda.
Infraestrutura da unidade de beneficiamento
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Ainda na Apobv, recursos oriundos da Repartição de Benefícios ajudaram na construção da nova sede da cooperativa em 2011 e na de um barracão para armazenamento da produção, além de colaborar para a aquisição de um ônibus para o deslocamento dos comunitários.
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Já com a Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (CAMTA), no Pará, que comercializa andiroba e açaí, o recurso foi aplicado na reforma do armazém de estocagem. O investimento teve como benefício o aumento de produção, assim como a melhoria da qualidade e o acesso a novos mercados.
Fortalecimento comunitário
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A implementação de rádio para comunicação na Cooperativa Mista dos Produtores e Extrativistas do Rio Iratapuru (Comaru), no Amapá, ajudou a fortalecer a comunidade, que nos fornece óleo de castanha. Com uma infraestrutura melhor, a cooperativa agiliza seu funcionamento, o que pode gerar mais renda e qualidade de vida.
Conservação da biodiversidade
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Na região do Médio Juruá, que nos fornece óleo de andiroba e manteiga de murumuru e de ucuuba, recursos provenientes da Repartição de Benefícios ajudam organizações locais a proteger a biodiversidade. A conservação de quelônios – tartarugas, cágados e jabutis – consiste na vigilância de ovos, a fim de impedir a exploração e comércio ilegal dos animais. Desde 2017, mais de 3.000 ninhos foram preservados.
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Recursos da RB também colaboram para que entidades locais trabalhem com o manejo do pirarucu (tipo de peixe), agindo assim em favor da conservação da biodiversidade amazônica e da geração de renda. O objetivo é incentivar a pesca sustentável e o monitoramento dos rios. A pesca realizada na época correta conserva a espécie, que é essencial para alimentar e gerar renda das famílias.
Capacitação de comunitários
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A Cooperativa Mista dos Produtores e Extrativistas do Rio Iratapuru (Comaru) também tem entre as iniciativas a capacitação de comunitários por meio da concessão de bolsas de estudos. O conhecimento agregado impacta no fortalecimento da cooperativa, uma vez que melhora a educação de pessoas ligadas às cadeias produtivas e gestão da organização.
Criação de fundo
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Também na Comaru, a criação de um fundo de benefício para todos os comunitários auxiliou diretamente no amadurecimento da gestão de projetos da cooperativa e da comunidade. Assim, fortalecemos também a base comunitária e extrativista, que favorece a economia de floresta em pé.
