Priorizar ingredientes vegetais evita pôr em risco o equilíbrio do planeta

No primeiro semestre de 2018, em média, 84% dos componentes dos produtos Natura eram de origem vegetal

Publicado em 20 jul 2018, 20:07

Tudo o que é natural faz bem, certo? Em geral, essa afirmação é verdadeira, mas, ao priorizar ingredientes vegetais em nossas fórmulas, estamos buscando não só seu bem-estar como também o do planeta. Componentes de origem vegetal são uma fonte renovável, ao contrário dos de procedência mineral – reino do qual provêm as substâncias petroquímicas, usadas maciçamente pela indústria de cosméticos.

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No primeiro semestre de 2018, em média, nossos produtos tinham 84% de ingredientes vegetais. Para alcançar esse expressivo número, concentramos nossos investimentos e esforços em pesquisa e inovação para vegetalizar nossas fórmulas. E fazer isso requer muita tecnologia, porque não basta misturar água e plantas.

Restrição a ingredientes de origem animal

Em 1975, seis anos depois de nossa fundação, adotamos como conduta priorizar ingredientes de origem vegetal. Além da preocupação de usarmos matérias-primas de fonte renovável, a decisão se baseou na conduta de restringir o uso de elementos do reino animal. 

Apenas dois ingredientes de origem animal são permitidos na Natura: a cera de abelha e a lanolina (substância presente na lã das ovelhas), utilizados em alguns itens de maquiagem. Isso porque, a despeito dos esforços de pesquisa, não se encontrou substitutos com propriedades equivalentes.

Biodiversidade brasileira e amazônica

A opção por vegetalizar ganhou força nos anos 2000 com o lançamento da linha de produtos Ekos, que tem como base ativos da biodiversidade brasileira, como castanha, pitanga, andiroba e ucuuba (eram 25 diferentes, em 2018), cultivados ou extraídos de forma sustentável.

Em 2005, outro impulso nesse sentido foi o início da substituição da gordura animal por óleos vegetais na linha de sabonetes, que já são 100% fabricados a partir do óleo de palma certificada. Em 2007, foi a vez de trocar os óleos minerais pelos vegetais.

Pesquisa, muita pesquisa

Para dar esse passo – e seguir trilhando esse caminho –, investir em pesquisa é fundamental. Em 2017, foram destinados R$ 172 milhões para o desenvolvimento de produtos que aliam alta tecnologia e uso sustentável de ativos da sociobiodiversidade.

Nas nossas unidades em Cajamar (SP) e em Benevides (PA), temos mais de 20 especialistas – entre farmacêuticos, químicos, engenheiros, agrônomos, entre outros – dedicados a essa área. 

No laboratório, o desafio é estudar cada ingrediente para entender como extrair o máximo de benefícios para pele e cabelo, buscando na natureza substitutos aos sintéticos, com alto padrão de qualidade e segurança.

Essa escolha por vegetalizar impõe muitos desafios. Mais complexos e sujeitos à imprevisibilidade, os componentes vegetais são muito mais difíceis de serem manipulados. Mas nenhum recurso financeiro ou humano é poupado nesse processo, porque o objetivo é que nossos produtos não sejam agressivos nem para você nem para o meio ambiente.