A Organização das Nações Unidas (ONU) prevê que, em 2050, seremos 9 bilhões de pessoas produzindo 4 bilhões de toneladas de lixo por ano. Para evitar esse cenário catastrófico, pessoas e empresas têm de assumir seus papéis. Por isso, implementamos cada vez mais ações para nos responsabilizarmos pelos resíduos provenientes do nosso negócio.
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Logística reversa
O tema da logística reversa já vinha sendo tratado pela empresa por meio de duas iniciativas: os programas Elos e Dê a Mão para o Futuro.
O Elos é um programa de responsabilidade compartilhada entre nossos fornecedores de embalagem e nós para garantir rastreabilidade, homologação e logística reversa nas cadeias de fornecimento de materiais reciclados pós-consumo que incorporamos em nossas embalagens (como PET e vidro reciclado, que queremos usar cada vez mais em nossos produtos).
Como forma de atender ao que determinou a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305, de 2010), apoiamos o Dê a Mão para o Futuro, iniciativa da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC).
O programa tem, entre seus objetivos, fortalecer e profissionalizar a cadeia de reciclagem no país. Para tanto, por meio desse programa, fomentamos ações voltadas para o desenvolvimento de cooperativas de catadores, aumentando sua eficiência, as boas práticas de produção e aumento dos volumes de resíduos pós-consumo destinados para a reciclagem.
Inventário de resíduos
A participação das empresas no programa da ABIHPEC tem como base a quantidade de resíduos de embalagem que cada empresa coloca anualmente no mercado. Esse cálculo é feito na Natura por meio de uma metodologia de inventário de geração de resíduos que criamos em 2011. O sistema quantifica o volume de resíduos gerados em três das principais etapas da nossa cadeia: os processos internos de produção, a distribuição dos produtos e o descarte das embalagens pelos consumidores.
Considerando os volumes recuperados por meio do Elos e do Dê as Mãos para o Futuro, em 2017, alcançamos o índice de recuperação de produtos e seus materiais de embalagens de 29%. Agora é trabalho duro para chegar a 50% em 2020.
